Um adeus definitivo

Sem imagem, sem mais nem menos, sem remorso ou felicidade venho me despedir hoje de vocês...
Me perdoem, por favor, me perdoem. Mas minha vida está um caso, fui diagnosticada com depressão e me disseram para postar por assim conseguiria me distrair mas faz um mês que não dou as caras por aqui e isso, sinceramente, não tem me trazido nada de bom ou ruim.
Entendam, a titia Karin está na beira de um abismo, eu estou perdida, tive minha família novamente destruída, meus sonhos novamente arruinados, eu estou novamente sozinha.
Todavia antes de sumir definitivamente acho que vocês devem saber o que vêm me acontecido, talvez assim entendam. Sei que não tenho muitas visitas, seguidores, amigos, ou qualquer coisa aqui nessa merda, mas eu vou dizer.
Bem como vocês sabem meus pais são separados e meu pai tem a guarda minha e do meu irmão pois minha mãe é incapacitada de cuidar de nós. Porque? Porque ela é louca, pirada, fora de orbita, egoísta, egocêntrica, e não dá valor aos próprios filhos, tal que exemplo disso foi em 2009 quando ela me espancou brutalmente. Depois que eu conheci o que era mágoa, o que era ódio, o sentimento que eu tinha pela minha mãe não posso dizer que fui feliz a partir de então. A família da minha mãe me renegava, apesar de eu morar com meu pai ela ainda me perturbava, me xingava, me machucava. A escola era o pior, as pessoas me isolavam, me xingavam e maltratavam. "Macaco", "gorda", "feia", "gorila", "demônio", "violenta", "dragão", "chewbacca"; esses foram alguns dos apelidos que eu havia recebido naquele inferno. Todavia eu ainda continuava forte, irritada, porém forte. Eu sempre sorri muito, e ajudava os outros, mas parece que isso nunca foi possível para melhorar minha situação... Em 2012 a coisa ficou pior, na metade de março meu pai sofreu um acidente... Minha família por parte de pai sempre foi muito rica sabe, sim estou sendo prepotente, mas é a verdade. Mas devido ao acidente dívidas foram acumuladas e minha família foi morrendo... Eu graças a alguém tinha a Nat, tinha a Steph, pessoas que eu havia conhecido pelo blog... Mas isso não foi o suficiente, eu não conseguia aguentar tudo o que acontecia. Meu pai brigava comigo, meu irmão e minha madrasta todos os dias, eu era mais uma vez maltratada e desvalorizada, mas eu desenhava. Eu escrevia, eu fugia desse mundo e entrava aqui, no mundo virtual. Então eu conheci meus dos melhores amigos, o Matheus e o Matheus, irônico eu sei. Eles me apoiaram muito. Mas as coisas ficavam cada vez pior... Na escola, em casa, na minha mente. Então o garoto que eu gostava ficou com a minha melhor amiga, pronto, eu morri. Eu mais tarde, ainda sorrindo chorava a cada canto. Hoje, meu pai que havia melhorado voltou a ser o que era antes. Meu irmão me maltrata, meu pai, minha mãe, minha família. Eu peço todos os dias por uma família normal, amável... Mas eu não recebo nem sinal desta. Eu estou perdida, na mais profunda dor que posso contrair.
Eu não sou uma psicopata, mas como já disse, tenho traços de uma. Eu não sou feliz, apesar de demonstrar. Meu sorriso esconde várias lágrimas...
Eu estou cansada, sofrida, machucada e desgastada.
Não há mais inspirações na minha vida, eu não tenho sonhos, eu não tenho brilho, eu não tenho cor, eu não vivo.
Dramática, talvez.
Eu peço a quem quiser ainda manter contato comigo me adicionar no facebook Karin Yamaguya,  E obrigada a quem leu até aqui e descobriu minhas dores...
Adeus e muito obrigado.

Um comentário:

  1. Acho que ninguém quis comentar... Eu estou sem palavras. Não sei quanto tempo faz que você escreveu isso, não achei datas, caí aqui de paraquedas... Espero que as coisas estejam melhores hoje

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